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TSE e TRE-DF passarão a compartilhar o PJe em sistema de nuvem

O Processo Judicial Eletrônico (PJe) passará a ser compartilhado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelos Tribunais Regionais Eleitorais num sistema de nuvem, que garante uma economia de tempo e de dinheiro. O primeiro a utilizar o compartilhamento será o TRE-DF, que realizou, nesta quarta-feira (5), o lançamento do formato.

Representando o TSE na cerimônia, o ministro Henrique Neves lembrou seus tempos de advogado em que havia um desdobramento para buscar cópias de documentos juntados nos processos e obedecer a prazos processuais de 24 horas para manifestações. Com o PJe, as partes têm acesso aos documentos de cada processo em tempo real, garantindo também a celeridade no andamento de demanda judicial, uma vez que o relator pode assinar decisões virtualmente de qualquer lugar que esteja.

Com o sistema de nuvem, a Justiça Eleitoral estará interligada e um processo que tramita em determinado tribunal poderá ser visualizado por todos os demais tribunais.

O ministro elogiou o trabalho realizado pelos servidores do TSE no desenvolvimento do sistema, destacando a seriedade e comprometimento: “todos nós estamos aqui de forma temporária. A Justiça Eleitoral não tem um quadro próprio de magistrados, mas tem um quadro próprio de valiosos servidores que realmente são a força motriz para os resultados alcançados”, enfatizou.

Funcionamento

O compartilhamento por meio da nuvem surgiu de uma dificuldade de armazenamento dos documentos de cada processo e da necessidade de ser um sistema que nunca sai do ar. No TSE, há técnicos trabalhando 24 horas por dia no monitoramento do PJe. Já os TREs, precisariam montar estruturas de data centers mais complexas para dar conta da demanda. Sendo assim, o TSE decidiu patrocinar a implantação do sistema em nuvem para garantir essa infraestrutura e o bom funcionamento constante do PJe.

O sistema de nuvem é seguro porque é desenvolvido pelo próprio TSE, sem interferência de qualquer data centerestrangeiro, como ocorre em outros setores ou empresas.

O presidente do TRE-DF, desembargador Gonzaga Neiva, elogiou a iniciativa e afirmou que a Justiça Eleitoral está vivendo momentos altamente positivos.

“As últimas décadas têm mostrado que a sociedade reclama, cada vez mais, uma atuação do Poder Judiciário e a experiência aponta para a necessidade de uma resposta à altura. Para tanto, é necessário o desenvolvimento e aperfeiçoamento de novas tecnologias que se tornem verdadeiros instrumentos a serviço da realização da justiça”, disse ele ao destacar o papel do PJe nesse sentido.

CM/GA